Maria José Coelho_Index Multimédia

O Exercício Index Multimédia refere-se ao Mapa Conceptual dos conteúdos e à integração dos exercícios anteriormente realizados da disciplina. A estrutura final foi realizada no software VUE. Foram adicionadas hiperligações para os dois blogues, o da disciplina e o pessoal, criado na altura do registo no primeiro, assim como para as fotografias e para o texto em pdf, para melhor se poder visionar o trabalho final.

MariaJoseCoelho_1_MapaConceptual

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Maria José Coelho_Exercício 4_Texto e Imagem [Hierarquia]

O trabalho realizado para o Exercício 4 de PM I teve como base a apresentação de um documento em que deveria ser conjugado o texto com a imagem, numa hierarquização de conteúdos. O desafio seria o de conseguir formatar o trabalho de modo a obter um equilíbrio suficiente entre texto e imagem, para o tornar visualmente agradável de ler. Foram planeadas a macroestrutura do documento e a microestrutura das páginas, a que correspondeu a descrição sumária do processo.

O texto escolhido foi o trabalho elaborado para a disciplina de Arqueologia e Património, intitulado “As Placas de Alabastro do Museu do Carmo”. Foi editado com a ferramenta de software Word. Aplicaram-se os conhecimentos de formatação, de paginação e tipografia, e criou-se um Índice Automático.

Após a exibição da macroestrutura e da microestrutura, e do exemplo de paginação, anexa-se o trabalho em pdf.

Macroestrutura_mjcMicroestrutura_mjc

Doc page 3Doc page 2

Apresenta-se o Link para o Trabalho de Paginação Museu Carmo

Maria José Coelho_Exercício 3_PARADOXO

arlindoalface, Bitmap, TextoConceito: Alter-ego / o duplo. Texto:  “(des)ENCONTRO”

A imagem dos dois ‘Arlindos’ a olharem um para o outro, já de si constitui um paradoxo: “vermo-nos” a nós próprios não é possível pois apenas podemos visualizar o nosso reflexo numa superfície. A nossa imagem reflectida é entendida como uma expansão de nós próprios. A questão colocada por esta imagem remete-nos, então, para o lugar do duplo, como identidade secreta e cuja mensagem pode ser extrema: o duplo quer dizer o estranho que está entre eles. Os dois não são reais, são duas imagens projectadas pela mente do seu criador.

A dualidade está patente no duplo, ou alter-ego como outra personalidade dele mesmo. Neste caso, é um substituto em que o Arlindo pode delegar a sua representação, na certeza de que ele pensará e agirá como ele pensaria ou agiria, como se fosse ele próprio. Mas não há nada mais ambíguo do que a realidade.

Assim, o (des)ENCONTRO é o paradoxo encontrado, pois as duas personagens do Arlindo estão a “olhar-se” e não se “veem”. Procuram-se mas não se encontram. O espelho à esquerda, vazio e sem qualquer reflexo das duas identidades, assim o determina.

AnabelaCardeira_2 - Cópia - Cópia

Conceito: a Presença. Texto: “Finjo ser. Quero ser. Sou.”

Para a imagem da Gioconda sob a égide do Paradoxo, constato que a Anabela se denuncia a si própria na imagem alterada, na medida em que o tratamento digital incidiu essencialmente no olhar da personagem pintada por Leonardo da Vinci. Verifica-se uma transferência da Presença, que se incorpora na imagem enigmática como desejo de mistério, vendo o mundo através da figura retratada. Houve um deslocamento do lugar do observador para o lugar da pintura, para nos fixar através do outro, a salvo de qualquer identificação, como se fosse invisível e pudesse ver pelo corpo e pensar pela consciência do outro.

Corpo Ausente, Alma Presente. A Presença materializa-se ao mesmo tempo que se desvanece, num jogo com o espectador que a assiste e observa. Fingir que é, e querer ser, equivale à Presença. O corpo apenas pode estar presente numa existência que se afirma junto de nós, o que não acontece com a Anabela-Gioconda, e a alma, imaterial mas presente, fixa-nos, retendo a ligação com o outro e puxando-nos para dentro do quadro.

Maria José Coelho_Exercício 2_Imagem [Metáfora]

Imagem_raster/bitmap

Image_PosterizeImagem1_posterize

Imagem2_posterize

MariaJoseCoelho_2_vectorialImagem Vectorial

O que me move?

A presença da Arte na minha vida. Como a Arte se pode manifestar de diversas formas, escolhi as três ciências que me suscitam mais entusiasmo e que estão relacionadas com o património cultural e artístico: pintura, joalharia, escrita. A mistura ou a soma destes monómios, resulta num polinómio composto por três termos, que não pretendo dissociar, mas manter paralelamente, como actividades complementares. Escolho uma imagem de Cristo, uma escultura policromada cuja fotografia foi tirada no Departamento de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar, como metáfora do meu movimento. O restauro da arte sacra, obedece a determinados parâmetros que se ligam com a investigação histórica e artística, o que também me permite aliar a escrita, ao documentar a história da peça e ao descrever as metodologias empregues. Também, o processo de restauro é tão minucioso que se relaciona directamente com a manufactura da ourivesaria, permitindo-me assim, aliar as três áreas e fundir as minhas motivações numa só.

Trabalhei a imagem raster no Photoshop, usando overlays, com o intuito de alterar a textura e a cor de modo a conferir-lhe uma narrativa enigmática, já que a passagem do tempo sobre a peça estava bem perceptível. Alterei o fundo, de modo a evocar uma atmosfera surrealista, no sentido de criar um espaço próprio, que não coincide exactamente com um espaço real.

Experimentei depois fazer a posterization, a partir das duas fotografias. A imagem vectorial, trabalhada com a ferramenta Adobe Illustrator, foi transformada numa imagem com uma soberania estética que a afasta de um ícone religioso.

No princípio era o Verbo…

“Não é a altura de afirmar nada. Tudo deve permanecer oculto na sua pura inanidade (e unanimidade) inabordável. Este respeito absoluto é a condição de uma possível germinação futura e a única mediação de um enigma que se confunde com a própria respiração do construtor.” João Silva (Lisboa, 1973)

Início de Disciplina de Projecto Multimédia I, da Licenciatura de Ciências da Arte e do Património!

Como apresentação ao mundo da blogosfera, venho falar um pouco das minhas actividades e interesses: gosto de pintar, de desenhar, de fotografar, de fazer joalharia de autor, entre outras coisas, tais como teorizar sobre Arte. Gosto também de Antiguidades e a área da Conservação e Restauro fascina-me, na medida em que a necessária e complementar pesquisa histórica me permite refazer as vivências de seres já desaparecidos, perceber as suas motivações e descobrir mistérios encobertos.

Sou artista de alma e coração, olho para o mundo através de um “filtro” que me faz ver as formas, as cores, os seres e a natureza de um ponto de vista estetizado. Percebo o talento onde ele se pode encontrar, por isso a vertente da Curadoria é outra opção que irei equacionar. Apesar da minha escolha académica inicial ser na área do Direito, a Arte, entendida na sua globalidade, é o que me faz mover e suscita o meu entusiasmo.

Este espaço em paralaxe, como um deslocamento entre o eixo da construção teórica de um pensador e o eixo da sua experiência humana real, servirá também de comunicação  entre o blog pessoal JardinsdeBagatelle que iniciei simultaneamente e onde irei incluir, como um duplo espelho entre o virtual e o real, as matérias artísticas que merecerem o meu interesse.